foto_portal_bannaa

Calendário

Setembro 2010
Dom seg ter qua qui sex Sáb
29 30 31 1 2 3 4
5 6 7 8 9 10 11
12 13 14 15 16 17 18
19 20 21 22 23 24 25
26 27 28 29 30 1 2

Loja

Produtos SKARP disponíveis na loja Portal da Corrida

logo_skarp_thumb-transp

Nossa Newsletter

Endereço de email

Data de Nascimento

Nome

Sexo
Feminino
Masculino
A genética e o desempenho físico PDF Imprimir E-mail
Ter, 31 de Agosto de 2010 18:55

geneticaA influência de determinados genes sobre o desempenho em atividades atléticas tem sido cada vez mais investigada pelos cientistas. A constituição genética pode determinar se o organismo será mais apto para a realização de atividades de alta intensidade (ex. 100metros raso) ou atividades que necessitam de grande produção de força (ex. levantamento de peso). Da mesma forma, o perfil genético também pode favorecer o desempenho em exercícios físicos que precisam ser sustentados por períodos prolongados (ex. corridas de longa distância).

A constituição genética é uma das explicações plausíveis para diferenças significativas no desempenho esportivo de alguns atletas quando comparados a outros que possuem estímulos ambientais, como dieta e treinamento físico, semelhantes. No entanto, não só atletas são influenciados por fatores genéticos. Todos nós, em algum grau, somos geneticamente favorecidos ou desfavorecidos em relação a um determinado tipo de atividade, e estas diferenças podem ser facilmente observadas. Quem de nós não tem um amigo ou um conhecido que parece fazer muito menos (ou muito mais esforço) que nós para melhorar o desempenho físico, como por exemplo, reduzir o tempo para a realização dos 10km? Algumas pessoas parecem ser muito mais propensas ao sucesso em certos tipos de atividade do que outras, e isto certamente está relacionado ao perfil genético.

Mais de 160 genes relacionados ao desempenho esportivo já foram identificados, dentre eles, merece destaque o gene que codifica o peroxisome proliferator–activated receptor (PPAR) δ. Animais geneticamente modificados em laboratório, que possuíam a forma ativada do PPAR- δ, mostraram uma capacidade incomum de percorrer longas distâncias. Estes “camundongos maratonistas” como foram chamados, correram uma distância duas vezes maior do que a distância percorrida por animais "normais" pertencentes ao grupo controle. Outro gene que também possui influência sobre o desempenho é o gene do PPAR-γ coactivator-1α (PGC-1α). Este gene está relacionado com a produção das mitocôndrias, que são organelas responsáveis pela geração de energia dentro das células. A maior quantidade de mitocôndrias propiciará maior transferência de energia, dessa forma, maximizando o desempenho aeróbio. Diversos estudos envolvendo exercícios físicos, já demonstraram que a ativação deste gene é um fator importante para determinar a performance em atividades de endurance.

 Um estudo recente realizado em seres humanos sugeriu que o gene da enzima conversora de angiotensina (ECA) tem uma importante relação com o desempenho de maratonistas de elite. Este estudo mostrou uma grande incidência da forma (DD) deste gene em maratonistas de elite, enquanto que a forma (DI) ou (II) teve uma menor freqüência de aparecimento neste mesmo grupo de indivíduos.Isso sugere que indivíduos que portadores a isoforma DD poderiam apresentar vantagem no desempenho em atividades de endurance. 

Estes são apenas alguns exemplos que ilustram a influência dos genes sobre as adaptações promovidas pelo exercício e, conseqüentemente, sobre o performance esportiva. O perfil genético pode explicar, pelo menos em parte, as diferenças individuais observadas em relação ao desempenho em várias modalidades esportivas.

Referências:
Amir, O., R. Amir, et al. (2007). "The ACE deletion allele is associated with Israeli elite endurance athletes." Exp Physiol 92(5): 881-6.
Baar, K. (2004). "Involvement of PPAR gamma co-activator-1, nuclear respiratory factors 1 and 2, and PPAR alpha in the adaptive response to endurance exercise." Proc Nutr Soc 63(2): 269-73.
Wang, Y. X., C. L. Zhang, et al. (2004). "Regulation of muscle fiber type and running endurance by PPARdelta." PLoS Biol 2(10): e294.
Yan, Z. (2009). "Exercise, PGC-1alpha, and metabolic adaptation in skeletal muscle." Appl Physiol Nutr Metab 34(3): 424-7.

*Marcelo Legal é Professor de Educação Física pela UFES e Mestre em Ciências da ICBUSP. Marcelo Saldanha é Coordenador do Grupo de Pesquisa em Adaptações Biológicas ao Exercício Físico e colaborador do Portal da Corrida.

 
Fazer poucos minutos de exercício de alta intensidade traz bons resultados PDF Imprimir E-mail
Ter, 16 de Março de 2010 15:30


Melhor arrumar outra desculpa além da tradicional falta de tempo para não fazer exercícios físicos. De acordo com uma nova pesquisa feita por cientistas canadenses, pode-se ter ganhos importantes mesmo com poucos minutos de atividade física por dia.

O estudo foi conduzido por um grupo da Universidade McMaster e publicado no The Journal of Physiology. O trabalho reforça os benefícios do treinamento curto e intervalado de alta intensidade, considerada uma alternativa eficiente para os tipos tradicionais de exercícios de longa duração. Ou seja, é possível obter mais com menos.

O treino intervalado de alta intensidade em curto período envolve executar rápidos momentos de exercícios intensos com um pequeno intervalo entre eles. Segundo os autores do estudo, o resultado para indivíduos jovens e saudáveis se mostrou equivalente ao treinamento de resistência de longa duração.

O novo estudo também indicou que as séries curtas não precisam ser feitas no limite da resistência da pessoa. Apesar de estar em um ritmo acima da zona de conforto, os tiros dos voluntários foram feitos abaixo do máximo que conseguiriam.

“Verificamos que o treino intervalado não precisa ser do tipo ‘tudo ou nada’ para que se mostre efetivo. Dez séries de apenas 1 minuto de tiro em uma bicicleta ergométrica, com 1 minuto de descanso entre elas, três vezes por semana, funcionam tão bem na melhoria da musculatura como muitas horas de exercícios convencionais de longa duração, mas com menos intensidade”, disse o professor Martin Gibala, um dos autores do estudo.

Segundo os cientistas, o treino curto e intervalado de alta intensidade – mas não extremo – pode funcionar também para indivíduos com sobrepeso, mais velhos e com condicionamento abaixo da média, uma vez que não envolve chegar no limite.

Os benefícios dos exercícios físicos para a saúde são conhecidos, mas a abordagem tradicional exige um considerável número de horas por semana de treinos. Segundo Gibala, 10 tiros de 1 minuto trazem resultados equivalentes a 10 horas de bicicleta ergométrica em ritmo moderado durante um período de duas semanas.

Os pesquisadores não sabem por que o treino curto, intervalado e intenso é tão eficiente, mas observaram que ele estimula muitos dos mesmos caminhos celulares responsáveis pelos efeitos benéficos associados com o treinamento de resistência tradicional.

“Apesar de ainda ser uma forma exigente de treinamento, o protocolo que usamos é possível de ser feito pelo público em geral e envolve pouco tempo e o uso apenas de uma bicicleta ergométrica”, disse Gibala.

Na sequência da pesquisa, os autores pretendem examinar se o treino curto e intervalado de alta intensidade também traz benefícios a indivíduos obesos ou com problemas metabólicos como diabetes.

O artigo "A practical model of low-volume high-intensity interval training induces mitochondrial biogenesis in human skeletal muscle: potential mechanisms", de Martin Gibala e outros, pode ser lido por assinantes do The Journal of Physiology (volume 588 issue 6, pp. 1011–1022) em http://jp.physoc.org.

 
A Tríade da Mulher Atleta PDF Imprimir E-mail
Sex, 05 de Março de 2010 15:26

 

A participação de mulheres em competições esportivas e programas de atividade física adquiriu importância crescente nas últimas décadas.  O número de mulheres atletas e praticantes de atividade física tem aumentado consideravelmente, e há trabalhos que indicam um crescimento de 600 % na participação feminina em esportes, perfazendo um total de mais de 1,9 milhão de mulheres ativas fisicamente.  Por estas razões, dedicaremos às mulheres o assunto deste mês nesta seção e assim abordaremos a chamada Tríade da Mulher Atleta (TMA), síndrome (conjunto de sinais clínicos e sintomas) que afeta tanto atletas de elite quanto praticantes de atividade física, e engloba desordem alimentar, amenorréia (ciclos menstruais diminuídos ou ausentes) e osteoporose (redução de massa óssea corpórea).

O termo “Tríade da Mulher Atleta” foi oficializado em 1992, quando o Colégio Americano de  Medicina Esportiva reuniu diversos especialistas da área e publicou o resultado daquela conferência.  Ainda pouco esclarecida, a desordem alimentar encontrada nesta síndrome se refere a um espectro de padrões alterados de alimentação, desde uma simples restrição calórica até formas graves de anorexia nervosa e  bulimia.  A anorexia nervosa é caracterizada por extrema restrição alimentar, distorção da própria imagem corporal, indução de vômitos, intensa preocupação com a obesidade, e amenorréia (ciclos menstruais ausentes ou com intervalos superiores a 90 dias).  A população de atletas mais propensa a desenvolvê-la inclui o grupo das bailarinas e das corredoras de longa distância, geralmente obcecadas por magreza e muito cobradas por parte de treinadores, patrocinadores e mídia especializada.  Segundo alguns autores, aproximadamente 25% das mulheres anoréxicas são atletas de elite.

Leia mais...
 
Exercício físico, um santo remédio ! PDF Imprimir E-mail
Ter, 02 de Março de 2010 13:41

Exercício físico, um santo remédio !

Prof. Dr. Marcelo Saldanha Aoki*

Professor responsável pela disciplina de Fundamentos do Treinamento Físico ministrada no Curso de Bacharelado em Ciências da Atividade Física da Universidade de São Paulo.

Nas últimas décadas, os benefícios do exercício físico têm sido, amplamente, investigados e os resultados destas pesquisas reforçam a importância da sua prática regular. Sem dúvida, o estilo de vida ativo é um dos fatores determinantes para promoção da saúde e da qualidade de vida. Por outro lado, o sedentarismo se torna o grande vilão e arqui-inimigo da saúde. Mas, você sabe, realmente, tudo de bom que a atividade física pode fazer por você??

Abaixo, você poderá encontrar mais informações sobre os efeitos benéficos da prática regular de exercícios físicos. Vale lembrar que estes efeitos estão sendo comprovados por pesquisas científicas!! Além disto, os benefícios estão ao alcance de qualquer um, independente do sexo, idade ou nível de condicionamento físico. Portanto, torne-se fisicamente ativo e desfrute destes benefícios que o exercício pode proporcionar.


  1. Exercícios físicos combatem doenças crônicas não transmissíveis (hipertensão, diabetes, dislipidemias – alta concentração de triglicérides e colesterol no sangue, etc).1,2,3
  2. Exercícios físicos auxiliam no controle do peso corporal1
  3. Exercicíos físicos melhoram a qualidade do sono4
  4. Exercícios físicos melhoram o seu estado de humor 5,6,7,8,9
  5. Exercícios físicos podem auxiliar o desempenho sexual10
  6. Exercícios físicos podem promover interação socio-afetiva11
  7. Exercícios físicos aumentam o vigor físico e a disposição11
  8. Exercícios físicos podem otimizar o funcionamento do sistema imunológico, principalmente durante oenvelhecimento12
  9. Exercícios físicos regulares estão associados à redução na taxa de mortalidade de todas as causas13

Puxa, você ainda não está convencido??? Espero que sim!!! E o mais surpreendente é que todos estes benefícios podem ser conquistados com muita diversão! O exercício físico não deve ser encarado como um transtorno ou uma atividade desconfortável! Existem várias formas de manter um estilo de vida ativo e saudável. Lembre-se, existem diversos tipos de atividades para os mais variados gostos, escolha a sua! Se vc está lendo este texto, isto significa que vc já fez a sua.... A corrida... Parabéns!

A corrida é uma excelente maneira de incluir a atividade física no seu dia. Todos estes benefícios listados acima também podem ser atingidos através da prática regular da corrida. A fim de realizar uma prática segura, é fundamental um aval do seu médico e o acompanhamento de um profissional de educação física.

Referências

  1. Appropriate Physical Activity Intervention Strategies for Weight Loss and Prevention of Weight Regain for Adults. Donnelly JE, Blair SN, Jakicic JM, Manore MM, Rankin JW, Smith BK. Med Sci Sports Exerc 2009; 41(2):459-471.
  2. Physical activity, a key factor to quality of life in type 2 diabetic patients. Zanuso S, Balducci S, Jimenez A. Diabetes Metab Res Rev 2009; 25(1):S24-28.
  3. Exercise and Hypertension. Pescatello LS, Franklin BA, Fagard R; Farquhar WB, Kelley GA, Ray CA. Med Sci Sports Exerc 36(3):533-553, 2004.
  4. Effects of moderate-intensity exercise on polysomnographic and subjective sleep quality in older adults with mild to moderate sleep complaints. King AC, Pruitt LA, Woo S, Castro CM, Ahn DK, Vitiello MV, Woodward SH, Bliwise DL. J Gerontol A Biol Sci Med Sci 2008; 63(9):997-1004.
  5. Can exercise improve self esteem in children and young people? A systematic review of randomised controlled trials.Ekeland E, Heian F, Hagen KB. Br J Sports Med 2005; 39(11):792-798.
  6. Exercise and self-esteem in menopausal women: a randomized controlled trial involving walking and yoga.Elavsky S, McAuley E. Am J Health Promot. 2007;22(2):83-92
  7. How effective are physical activity interventions for alleviating depressive symptoms in older people? A systematic review. Blake H, Mo P, Malik S, Thomas S. Clin Rehabil 2009 [Epub ahead of print].
  8. Canadian Network for Mood and Anxiety Treatments (CANMAT) Clinical guidelines for the management of major depressive disorder in adults. V. Complementary and alternative medicine treatments. Ravindran AV, Lam RW, Filteau MJ, Lespérance F, Kennedy SH, Parikh SV, 8. Patten SB; Canadian Network for Mood and Anxiety Treatments. J Affect Disord 2009; 117(1):S54-64.
  9. Psychological and/or educational interventions for the prevention of depression in children and adolescents. Merry SN, McDowell HH, Hetrick SE, Bir JJ, Muller N. Cochrane Database of Systematic Reviews 2004, Issue 2. Art. No.: CD003380. DOI: 10.1002/14651858.CD003380.pub2.
  10. Beneficial impact of exercise and obesity interventions on erectile function and its risk factors. Hannan JL, Maio MT, Komolova M, Adams MA. J Sex Med 2009; 3:254-361.
  11. Drela N, Kozdron E, Szczypiorski P. Moderate exercise may attenuate some aspects of immunosenescence. BMC Geriatr. 2004; 29;4:8.
  12. Kesaniemi YK, Danforth E Jr, Jensen MD, et al. Dose-response issues concerning physical activity and health: an evidence-based symposium. Med Sci Sports Exerc 2001; 33 (6):S351–S358.
  13. Melzer K, Kayser B, Pichard C. Physical activity: the health benefits outweigh the risks. Curr Opin Clin Nutr Metab Care. 2004; 7(6):641-7. Review.

 
Doping no Esporte PDF Imprimir E-mail
Ter, 16 de Fevereiro de 2010 08:23

Doping no Esporte

por Prof. Dr. Marcelo Saldanha Aoki

Introdução

O esporte é um fenômeno que extrapola a excelência atlética e os vencedores de competições. Esse fenômeno é um importante componente da estrutura da sociedade e enriquece nossas vidas diárias. A maioria de nós tem um esporte favorito que jogamos ou seguimos com paixão. O esporte também nos ensina sobre o esforço, o empenho e os valores éticos que podemos extrapolar para todas as esferas da nossa vida. Verdadeiros vencedores são aqueles que atingem seus objetivos através do talento, habilidade, treinamento, motivação. No entanto, cada vez mais é difundida a filosofia do "vencer a qualquer custo". Este perigoso preceito compromete a integridade do esporte e incita comportamentos anti-éticos, como o uso de estratégias ilícitas para aumentar o desempenho.

O doping no esporte não é um fenômeno novo. Atletas têm adotado agentes que potenzializam o desempenho, desde o início dos tempos. Lendas como a dos cavaleiros da Távola Redonda que, supostamente, bebiam poções mágicas da taça da Merlin mostram que esse tipo de conduta não é contemporâneo. Relatos de guerreiros nórdicos, que lutavam, freneticamente, sob a influência de porções de cogumelos selvagens, também reforçam que a ideia do doping é muito antiga.

No contexto do esporte, vale lembrar que os Jogos Olímpicos da Grécia Antiga também foram contaminados de corrupção e doping; tal fato levou a interrupção dos mesmos. Já na era moderna, o primeiro relato documentado na literatura médica, foi publicado em 1865 no British Medical Journal, citando a expulsão de um nadador após a travessia do canal de Amesterdã. Posteriormente, em 1886, ocorreu a primeira morte causada pelo doping no ciclismo.

No entanto, foi a morte televisionada do ciclista britânico Tommy Simpson, sob a influência de anfetaminas durante o Tour de France 1967, que provocou a implementação de sistemas oficiais de controle anti-doping no esporte. Em 1968, o Comitê Olímpico Internacional (COI) publicou a primeira lista de drogas proibidas e implementou o primeiro programa de testes formais de drogas nos Jogos Olímpicos de Montreal. Nas últimas três décadas, a lista de atletas flagrados cresceu, significativamente, incluindo Ben Johnson (stanozolol), Dan Mitchell (testosterona), Lindford Christie (nandrolona), Olga Yegorova (eritropoietina), Andrea Raducan (pseudo-efedrina) entre outros.

Leia mais...
 
<< Início < Anterior 1 2 3 Próximo > Fim >>

Página 1 de 3