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Ter, 20 de Julho de 2010 07:29 |
 Correr vai muito além de calçar um par de sapatos e sair pelas ruas afora. É preciso planejamento e preparação. Além desta dupla que garante a prática saudável do esporte, outro ponto importantíssimo completa o tripé que sustenta o mundo das corridas, e se chama recuperação. Hoje, a maioria dos corredores já sabe que, tal como o alongamento é fundamental para sair correndo, a alimentação saudável como complemento para ganhar energia e o descanso ideal para não desanimar durante a corrida, nunca devem ser subestimados. E assim acontece também com a rehidratação.
Com o aumento da oferta de bebidas esportivos no mercado de corridas, muitos corredores erram na escolha do líquido que deve repor os sais minerais perdidos durante a atividade física. E, assim, prejudicam a própria saúde. É o caso de quem consome bebidas energéticas antes de correr. para dar um gás ou logo após a prova, como forma de reenergizar. Segundo a especialista e mestre em Fisiologia do Exercício pela Universidade de São Paulo, Suzana Bonumá, o que difere bebidas energéticas de esportivas, ou isotônicos é a sua composição, fator que confunde os consumidores. "As bebidas esportivas são elaboradas a partir de carboidratos e eletrólitos, cuja finalidade principal é otimizar a hidratação durante a prática de exercícios físicos. Já as bebidas energéticas têm em sua composição uma porcentagem de carboidrato mais elevada (ou são isentas de carboidratos dependendo da adição ou não de açúcar pelo fabricante) e substâncias estimulantes do sistema nervoso central (mais frequentemente cafeína e taurina), e podem produzir efeitos colaterais, alem de não hidratarem com a mesma eficácia que as bebidas esportivas", explica Suzana.
Porém, as bebidas esportivas também podem ser prejudiciais se consumidas em momentos inapropriados. "As bebidas esportivas ou isotônicos são mais indicadas para consumo anterior e posterior aos treinos principalmente em treinos de longa duração ou em dias mais quentes. São bebidas especialmente formuladas para o esporte que ajudam a repor os sais minerais perdidos no suor e fornecem energia para o trabalho muscular", comenta a especialista. E alerta: "Se consumidos acima das necessidades do nosso corpo, esses elementos podem apresentar efeitos colaterais. O excesso de bebidas esportivas pode causar náusea e "empachamento". Já o excesso de bebidas energéticas, além desses sintomas, pode acelerar os batimentos cardíacos e aumentar a produção de suor. Deve ser tomado cuidado especial o consumo de bebidas energéticas em jejum, pois além de comprometer a mucosa do estômago pode também ter os efeitos colaterais potencializados", encerra.
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Alimentação rica em cálcio pode prolongar a vida, indica estudo |
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Ter, 16 de Março de 2010 15:26 |
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Adicionar mais cálcio à dieta pode ajudar as pessoas a viver mais tempo, segundo estudo do conceituado centro de pesquisas sueco Instituto Karolinska. Acompanhando, por 10 anos, mais de 23 mil homens suecos com idades entre 45 e 79 anos, os pesquisadores descobriram que aqueles que consumiam maior quantidade de cálcio na alimentação eram 25% menos propensos a morrer durante o estudo, comparados àqueles com a menor ingestão do nutriente.
Na pesquisa, os participantes relataram sua dieta, e nenhum dos participantes consumia suplementos de cálcio. E as análises mostraram que os maiores consumidores de cálcio na alimentação tinham 25% menos chances de estarem entre os 2.358 participantes que morreram durante o acompanhamento, e 23% menor risco de morrer de doença cardíaca do que aqueles que não ingeriam muito cálcio.
De acordo com os autores, o grupo que ingeria maiores níveis do mineral (um terço dos participantes) consumia cerca de 2.000 mg diários - principalmente no leite, laticínios e cereais -, contra cerca de 1.000 mg do um terço que ingeria menos cálcio, sendo que o recomendado pelas autoridades americanas de saúde é de mil para homens de 19 a 50 anos e de 1.200 para aqueles com mais de 50. "A ingestão de cálcio acima do recomendado diariamente pode reduzir a mortalidade por todas as causas", concluíram os autores.
Eles destacam que o nutriente pode reduzir a mortalidade de várias formas, como, por exemplo, reduzindo a pressão sanguínea, o colesterol e os níveis de glicose no sangue. Porém, mais estudos são necessários para confirmação desse efeito do cálcio, principalmente que considerem sua ingestão em combinação com o magnésio, e que investiguem outra fonte importante do nutriente, que é o consumo de água.
Fonte: American Journal of Epidemiology. 19 de fevereiro de 2010.
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